Pascoal VernieriCo-founder / Solutions Architect

Vibe Coding em produção: por que estamos criando sistemas que ninguém entende (e como evitar esse erro)

5 min de leitura
Vibe Coding em produção: por que estamos criando sistemas que ninguém entende (e como evitar esse erro) - Software development tutorial by Plathanus

Estamos colocando em produção sistemas que ninguém entende

A forma de desenvolver software mudou drasticamente.

Ferramentas como Lovable, Replit e outras plataformas de vibe coding tornaram possível criar aplicações completas em questão de horas.

Mas junto com essa evolução, um problema estrutural começou a aparecer.

Não é teoria. Já está acontecendo em produção.


Por que vibe coding quebra em produção?

Vibe coding quebra em produção porque o código é gerado sem arquitetura, sem revisão técnica adequada e frequentemente com falhas graves de segurança, como exposição de dados e chaves de API.


Os dados que o mercado ainda está ignorando

Esse não é mais um debate conceitual.

Os números já mostram o problema:

  • Em um estudo com aplicações geradas por IA, 0 de 15 implementaram proteção contra CSRF e nenhuma configurou headers de segurança adequados

  • Apenas 1 de 15 tentou implementar rate limiting e ainda assim de forma falha

  • Em benchmarks reais, apenas 10,5% do código gerado por IA era considerado seguro

Ou seja:

O código funciona.

Mas não está preparado para o mundo real.


O caso real: vazamento de dados e chaves

Um dos exemplos mais emblemáticos vem do ecossistema de vibe coding.

Aplicações criadas com plataformas como Lovable já apresentaram:

  • exposição de dados por falta de controle de acesso

  • bancos de dados públicos por configuração incorreta

  • chaves de API expostas no frontend

  • autenticação feita apenas no client

Em alguns casos analisados:

  • aplicações vazaram dados de milhares de usuários

  • chaves de API estavam acessíveis diretamente via DevTools

  • sistemas funcionavam… mas estavam completamente abertos

Esse padrão não é isolado.

É recorrente.


A nova falha estrutural: decisões invisíveis

O que mudou não foi apenas a velocidade.

Foi a forma como decisões estão sendo tomadas.

Hoje, quando você usa IA para gerar código, você também está delegando:

  • arquitetura

  • estrutura de dados

  • padrões de segurança

  • lógica de autenticação

E muitas vezes, sem perceber.

Isso cria um problema grave.

Você não revisa o que não sabe que foi decidido.


A ilusão de que está tudo sob controle

Existe uma falsa sensação de domínio nesse novo modelo.

Você pede.

A IA gera.

Funciona.

Mas funcionamento não é confiabilidade.

Na prática, já vimos casos onde:

  • APIs foram publicadas sem autenticação

  • dados sensíveis ficaram acessíveis publicamente

  • sistemas permitiam bypass completo de regras de negócio

E isso não acontece por erro da IA.

Acontece por falta de governança.


Estamos acelerando sem entender o que estamos construindo

Esse talvez seja o ponto mais crítico.

Nunca foi tão fácil construir software.

E nunca foi tão fácil construir algo que você não entende completamente.

Estudos recentes mostram que:

  • código gerado por IA pode ter até 2,7x mais vulnerabilidades de segurança

  • apresenta mais erros de lógica

  • e maior dificuldade de manutenção

Isso muda completamente o risco do jogo.


O problema não é a ferramenta

É importante deixar claro.

IA não é o problema.

O problema é como está sendo usada.

Ferramentas de vibe coding são extremamente poderosas para:

  • validar ideias

  • criar MVPs

  • testar hipóteses

Mas não foram feitas, por padrão, para garantir:

  • segurança

  • escalabilidade

  • governança

  • sustentabilidade


Quando o experimento vira risco

O ponto de ruptura acontece quando o sistema deixa de ser experimento.

Isso acontece quando há:

  • usuários reais

  • dados sensíveis

  • receita envolvida

  • dependência operacional

Nesse momento, o nível de exigência muda completamente.

E o que antes era velocidade… vira risco.


Como evitar esse cenário

Evitar esses problemas não significa parar de usar IA.

Significa usar com maturidade.

Alguns princípios são fundamentais:

  • tratar código gerado como código não confiável

  • revisar arquitetura antes de escalar

  • nunca expor chaves ou lógica crítica no frontend

  • implementar segurança desde o início

  • garantir ownership técnico do sistema

A IA deve acelerar a execução.

Mas nunca substituir a decisão.


O papel da Plathanus

Na Plathanus, temos recebido um volume crescente de projetos que começaram com Vibe Coding e agora precisam ser reestruturados.

O padrão é sempre parecido:

Funciona.

Mas não sustenta.

Nosso trabalho é trazer:

  • clareza arquitetural

  • revisão técnica profunda

  • reconstrução de base

  • governança de evolução

Porque crescer sem estrutura custa caro.

Mas corrigir depois custa muito mais.


Conclusão

A forma de construir software mudou, mas os riscos também.

Hoje, o maior problema não é escrever código. É entender o que foi escrito.

E mais importante: assumir responsabilidade sobre isso.


Se você já está usando IA no desenvolvimento, a pergunta não é mais sobre velocidade.

É sobre controle.

A Plathanus ajuda empresas a transformar código gerado em produto sustentável, com arquitetura, segurança e previsibilidade.

Converse com nosso time e entenda como estruturar seu produto da forma certa.


FAQ

Vibe coding é seguro para produção?

Não por padrão. Sem revisão técnica e arquitetura, há alto risco de vulnerabilidades.

Quais são os principais riscos do código gerado por IA?

Exposição de dados, falhas de autenticação, ausência de segurança e dificuldade de manutenção.

IA pode substituir arquitetos de software?

Não. IA executa, mas não toma decisões estratégicas com contexto de negócio.

É possível usar Vibe Coding com segurança?

Sim, desde que haja governança, revisão técnica e definição arquitetural.

Por que sistemas quebram após ir para produção?

Porque decisões críticas foram tomadas sem validação e o sistema não foi preparado para escala.

O que a plathanus faz nesse cenário?

Reestrutura sistemas, define arquitetura e garante evolução sustentável de produtos digitais.